• Fraude de R$ 6,5 milhões no INSS: PF deflagra operação em Pinheiro, São Luís e mais 7 cidades do Maranhão


    A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (22 de setembro de 2026), a Operação Laudo Cego, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar benefícios previdenciários por incapacidade temporária. A ofensiva policial mobilizou cerca de 150 agentes federais para o cumprimento de 39 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, mirando o desvio de recursos públicos na capital e no interior do estado.
    No Maranhão, a operação concentrou as buscas em municípios estratégicos da Baixada Maranhense, Região Metropolitana e Leste do estado, incluindo Pinheiro, Palmeirândia, Santa Helena, Presidente Sarney, Presidente Juscelino, Brejo, além de São Luís, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Pelo menos outras cinco unidades da federação (RS, SP, PA, PI e CE) também foram alvo de mandados judiciais na mesma ação.

    Esquema envolvia médicos e servidores públicos

    De acordo com as investigações da Força-Tarefa Previdenciária, o grupo criminoso atuava de forma altamente estruturada. O esquema consistia na emissão de laudos médicos falsificados e na criação de vínculos empregatícios fictícios. Com o suporte de servidores públicos, contadores e médicos, os dados falsos eram inseridos diretamente nos sistemas do INSS para viabilizar a concessão fraudulenta de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez.
    Até o momento, a perícia e a inteligência previdenciária identificaram 172 benefícios sob suspeita, os quais geraram um rombo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres da União.

    Bloqueio de bens e penas

    Por determinação judicial, foram aplicadas medidas cautelares rigorosas contra os investigados, tais como:
    • O sequestro e bloqueio de bens e valores financeiros dos suspeitos.
    • O afastamento do sigilo bancário e fiscal dos principais operadores.
    • A proibição de contato entre os alvos da investigação.

    Os envolvidos responderão judicialmente e poderão ser condenados por crimes como estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem ultrapassar os 30 anos de reclusão.
    Por:maranhaoonline.com

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