Após morte de 23 idosos que receberam vacina da Pfizer, Noruega tenta acalmar população

Agência reguladora do país afirmou que não estabelece ligação entre mortes e vacina, mas disse priorizar relatórios de ‘eventos adversos graves’

- 20/01/2021 8h42 | atualizado em 20 de janeiro de 2021 as 8h43

Noruega, que iniciou vacinação contra Covid-19 com imunizantes da Pfizer/BioNTech no fim do mês de dezembro, registrou até a última quinta-feira, 14, pelo menos 23 mortes de idosos com mais de 75 anos que tomaram a primeira dose, de acordo com dados da Agência de Medicina do país. Parte deles estaria, de acordo com a diretora da entidade, Camilla Stoltenberg, “terrivelmente doente”. Em coletiva de imprensa, a representante do órgão tentou atenuar os receios da população afirmando que ainda não há provas da ligação entre a vacina e as mortes e falando que mais de 45 idosos morrem “cotidianamente” em asilos do país. Até esta segunda-feira, 18, 48 mil pessoas tinham sido vacinadas.

Por precaução, o país escandinavo está recomendando uma avaliação médica dos idosos e pessoas frágeis antes de vaciná-los. Entre os 13 casos estudados mais exaustivamente até agora, “são pessoas muito idosas, frágeis e que sofriam de doenças graves”, declarou a diretora da autoridade norueguesa de saúde pública, Camilla Stoltenberg, em uma coletiva de imprensa. “No que diz respeito às causas das mortes, não houve análise”, esclareceu. “Mas, o mais importante é lembrar que 45 pessoas morrem cotidianamente nos lares de idosos da Noruega. Portanto, não foi estabelecido que haja um excesso de mortalidade, nem que o mesmo esteja relacionado com as vacinas”, destacou a responsável de saúde.

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